quarta-feira, 8 de outubro de 2008

A difícil aceitação da morte -. Mestre Conscius (Antares)


"A vida carnal é parte de um amplo contexto libertador da alma, e para tal , apesar do seu árduo caminhar, é necessário muita das vêzes, o "sacrifício" do corpo material e sua volta ao âmbito natural ainda em pleno movimento do seu vigor, para que a alma, Princípio Imortal, possa continuar o seu caminho de ascensão.

São os meios consolidados pela própria consciência, para que ela possa ascender ao conforto de sua verdadeira missão, onde cada carma acomoda em si projetos de crescimento, com os quais a alma, ao movimentá-los de forma progressista, acelera as suas vibrações.

Não se deixem abater pelo inconformismo diante do desespero pelo atropelamento de uma vida que aparentava começar apenas a escrever a sua história neste mundo.

Sustentem a dor causada pela despedida terrena, imposta pelas razões de transformação com as quais a alma está unida, na certeza de que se faz muita das vêzes necessário o inesperado e aparentemente precoce afastamento das criaturas, para que seja movimentada a evolução que promoverá reencontros orientados por novas situações vividas por padrões vibracionais mais puros do ser, que permitem sua conexão à planos conscienciais mais elevados.

Não há movimento da criatura para a ascensão, sem que ela cumpra as vivências que estãio incluídas no resgate dos miasmas que adquire ao longo de sua estrada de vida, povoada por suas próprias escolhas e criações.

Assim sendo, ampliem os seus sentidos e ingressem no verdadeiro, mesmo que ainda cercado de mistérios, sentido da vida, no teor das razões que os movimentam neste plano de aparências, de distorcida realidade formada a partir de seus próprios pensamentos e crenças, mentalmente condicionadas a realizar, sem aprofundamento e questionamento de suas motivações, o mundo sustentado por experiências transformadoras, purificadoras, evolutivas.

Quando se compreende, se internaliza o sentido da vida (concebida neste plano como fonte de vivências libertadoras, para que, ao dele se desprenderem, alcançarem planos mais puros), são automaticamente confortados pela segurança no Poder sábio da vida, pronto para ceder todos os meios de ascensão para a criatura.

Não há morte prematura. Só morte física no tempo previsto pela consciência para cumprir a sua meta de crescimento, para despedir-se deste plano, onde está constricto a uma realidade cercada de limitações, e apresentar-se ao meio sutil ao qual está sintonizada.

Diante do Poder Transformador da vida, tudo segue a ordem da movimentação do ser para o despertar da Consciência e expansão da Luz.

Se é difícil para as suas mentes aceitar esta realidade imutável, permitam-se ao menos confortar as suas angústias na constatação de que é fecundo o solo da alma, que vem a este campo terreno semear as razões da sua incursão carnal, em tempo previamente concebido como o tempo apropriado para que as transformadoras vivências dêem os frutos esperados, previstos para a sua estadia carnal.

Há os que, para cumprirem suas missões, tenham 100 anos de permanência terrena previamente programados; há os que venham caminhar neste plano por 100 dias, e os que acordam e prontamente adormecem para reconduzirem-se à esfera vibracional própria ã sua consciência.

Em cada vida um misterioso tempo a ser cumprido... em cada corpo humano um misterioso propósito a ser desenvolvido.

Em cada vida uma alma pede, silenciosamente, sabiamente, sustentada por um corpo que sabe que é instrumento temporal próprio a este plano, pela oportunidade de seguir a sua proposta de elevação."

Mestre Conscius ( Antares )
Mensagem enviada em 08.10.2008

domingo, 5 de outubro de 2008

Video - Kundalini

Kundalini



KUNDALINI
Kundalini ( कुंडलिनी ) Kundaliní é o poder espiritual primordial ou energia cósmica que jaz adormecida no Múládhára Chakra, o centro de força situado próximo à base da coluna, e aos órgãos genitais. É a energia que transita entre os chakras.
Deriva de uma palavra em sânscrito que significa, literalmente, "enrolada como uma cobra" ou "aquela que tem a forma de uma serpente". É a energia do Universo em seu aspecto Purna-Shakti, total, como potencial, sendo o Prana-Shakti o aspecto biológico, ou fisico, como calor, eletricidade, etc.
O termo é feminino, deve ser sempre acentuado e com pronúncia longa no í final. Muitos por a considerarem sagrada, grafam o nome com "K" maiúsculo. O símbolo do caduceu é considerado como uma antiga representação simbólica da fisiologia da Kundalini.
Enquanto está adormecida, assemelha-se a uma chama congelada. O "despertar" da energia divina Shakti Kundalini requer a orientação de um mestre realizado, para que o ativamento e desenvolvimento sejam apropriados e conduzam à meta suprema do Yoga que é a paz interior e a realização divina.
É também tema de estudo no campo da psicologia onde a reputam de difícil condução com a disciplina e maturidade que são requeridas para esse intento, pois é um conceito oriental, com outros significantes, e sem paralelos com a psicologia.
*Caduceu
O Caduceu ou emblema de Hermes (Mercúrio) é um bastão em torno do qual se entrelaçam duas serpentes e cuja parte superior é adornada com asas. É um antigo símbolo, cuja imagem pode ser vista na taça do rei Gudea de Lagash, 2.600 anos a.C., e sobre as tábuas de pedra denominadas, na Índia, nagakals. Esotericamente, está associado ao equilíbrio moral, ao caminho de iniciação e ao caminho de ascensão da energia kundalini. A serpente da direita é chamada Od, que representa a vida livremente dirigida; a da esquerda Ob, vida fatal e o globo dourado no cimo Aur, que representa a luz equilibrada. Estas duas serpentes opostas figuram forças contrárias que podem se associar mas não se confundir (**). Também é um símbolo moderno das ciências contábeis, porém é freqüentemente confundido com o símbolo da medicina, que, é representado pelo Bordão de Esculápio.
(**) Representam a energia Yin (feminina) e Yang (masculina).
Fonte: Wikipédia

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Passeio Socrático - Frei Betto - Um alerta

Sócrates - cerca de 470-399 A.C.
Passeio Socrático - Frei Betto

Ao viajar pelo Oriente mantive contatos com monges do Tibete, da Mongólia, do Japão e da China. Eram homens serenos, comedidos, recolhidos em paz em seus mantos cor de açafrão. Outro dia eu observava o movimento do aeroporto de São Paulo: a sala de espera cheia de executivos com telefones celulares, preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam. Com certeza já haviam tomado café da manhã em casa, mas como a companhia aérea oferecia um outro café, todos comiam vorazmente. Aquilo me fez refletir:- 'Qual dos dois modelos produz felicidade?

'Encontrei Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei:- 'Não foi à aula?' Ela respondeu:- 'Não, tenho aula à tarde'.Comemorei:- 'Que bom, então de manhã você pode brincar, dormir até mais tarde'.- 'Não', retrucou ela, 'tenho tanta coisa de manhã...'- 'Que tanta coisa?', perguntei.- 'Aulas de inglês, de balé, de pintura, piscina', e começou a elencar seu programa de garota robotizada. Fiquei pensando: - 'Que pena, a Daniela não disse: 'Tenho aula de meditação!'

Estamos construindo super-homens e supermulheres, totalmente equipados, mas emocionalmente infantilizados. Por isso as empresas consideram agora que, mais importante que o QI, é a IE, a Inteligência Emocional. Não adianta ser um super executivo se não se consegue se relacionar com as pessoas. Ora, como seria importante os currículos escolares incluírem aulas de meditação! Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias! Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação à malhação do espírito. Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos: 'Como estava o defunto?'. 'Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite!' Mas como fica a questão da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa?

Outrora, falava-se em realidade: análise da realidade, inserir-se na realidade, conhecer a realidade. Hoje, a palavra é virtualidade. Tudo é virtual. Pode-se fazer sexo virtual pela internet: não se pega aids, não há envolvimento emocional, controla-se no mouse. Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga íntima em Tóquio, sem nenhuma preocupação de conhecer o seu vizi­nho de prédio ou de quadra! Tudo é virtual, entramos na virtualidade de todos os valores, não há compromisso com o real!

É muito grave esse processo de abstração da linguagem, de sentimentos: somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais. Enquanto isso, a realidade vai por outro lado, pois somos também eticamente virtuais…A cultura começa onde a natureza termina.

Cultura é o refinamento do espírito.

Televisão, no Brasil - com raras e honrosas exceções -, é um problema: a cada semana que passa, temos a sensação de que ficamos um pouco menos cultos. A palavra hoje é 'entretenimento' ; domingo, então, é o dia nacional da imbecilização coletiva. Imbecil o apresentador, imbecil quem vai lá e se apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela. Como a publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: 'Se tomar este refrigerante, vestir este tênis,­ usar esta camisa, comprar este carro, você chega lá!'

O problema é que, em geral, não se chega! Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, que acaba­ precisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste, aumenta a neurose.

Os psicanalistas tentam descobrir o que fazer com o desejo dos seus pacientes. Colocá-los onde? Eu, que não sou da área, posso me dar o direito de apresentar uma su­gestão. Acho que só há uma saída: virar odesejo para dentro. Porque, para fora, ele não tem aonde ir!

O grande desafio é virar o desejo para dentro, gostar de si mesmo, começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor..

Aliás, para uma boa saúde mental três requisitos são indispensáveis: amizades, auto-estima, ausência de estresse.

Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Se alguém vai àEuropa e visita uma pequena cidade onde há uma catedral, deve procurar saber a história daquela cidade - a catedral é o sinal de que ela tem história.

Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping center. É curioso:a maioria dos shopping centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingos. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas...Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista. Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas. Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus. Se deve passar cheque pré-datado, pagar a crédito, entrar no cheque especial, sente-se no purgatório. Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno.... Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer do McDonald's…

Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas:'Estou apenas fazendo um passeio socrático.' Diante de seus olhares espantados, explico: 'Sócrates, filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia: 'Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz'.

* Texto recebido por e-mail
* Carlos Alberto Libânio Christo, conhecido como Frei Betto, é escritor e religioso dominicano brasileiro. Adepto da Teologia da Libertação, já recebeu vários prêmios por sua atuação em prol dos direitos humanos e a favor dos movimentos populares. (Fonte: Wikipédia)

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Superação - Mestre Conscius

Fênix
Superar-se é elevar-se acima do momento sofrido, do desafio, da dor, pelo sustento da consciência de que tudo o que provamos na existência segue o propósito de transformação a qual nossa alma está preparada para vivenciar.

Não há evolução sem que haja uma real transformação de conceitos que aprisionaram o ser em suas próprias crenças limitantes, proporcionais à sua submissão aos padrões conflitivos do ego.
Assim sendo, perante as angústias, sofrimentos, suas mentes são levadas ao confronto com os tantos papéis que movimenta, sem qualquer questionamento, enquanto vive no ilusório controle de sua realidade.

Ao deparar-se com experiências de vida reversas ao seu comando, sem controle sobre o inesperado, sobre o movimento realinhador de suas propostas existenciais, vivencia a dor da ameaça aos apegos pressupostamentes garantidos, da queda dos véus das ilusões que o mantinham aconchegado nos seus egóicos instintos.

Chegada a hora de provar do esforço da vida por sua libertação, o ser põe-se a rever valores e conceitos para que o seu caminho se restaure sobre princípios alavancadores que o sustentarão em todo o seu processo de transformação.

Ainda assim o seu cumprimento está submetido a internalização da proposta real de crescimento que invariavelmente todos os desafios do caminho trazem em sua aparente punidora missão.

A vida não pune a criatura pelas violações éticas que praticou , mas sim a sustenta no seu processo individual de libertação, no seu poder de regenerar-se, de redignificar-se diante de si mesma, diante da Luz que, por sua Consciência, revela a sua Verdade crística.
Este processo de auto-libertação é amparado pela Criação, mas caberá a criatura, junto as Presenças cósmicas conctadas à este trabalho, acertar as suas mundanas vivências ditas principais para a sua evolução.

À própria alma cabe a realização destas vivências, que serão suas condutoras à uma nova realidade, voltada para o seu caminho de ascensão.

Vossas vidas são propriedade e responsabilidade de vossas almas.

O sustento para que a caminhada terrena se cumpra em sincronicidade às necessidades do ser, estão contudo respaldadas pelo movimento presente da roda da vida, que cede à alma corpo material; Terra, como planeta, somando um mundo de cenários onde movimente as suas ilusões, e possa assim redimensionar a sua mente, vivenciando as experiências reveladoras da realidade consciencial , que é a sua Verdade soberana e indestrutível.

É preciso que a criatura assuma a responsabilidade por sua dor e por seu contentamento, por suas perdas e por suas conquistas, por suas inseguranças e por sua fé.

Este é o caminho de libertação: ser presente em ação praticada dentro do conhecimento de sua ainda vulnerável movimentação sobre seu caminho , procurando, ainda que seu ego relute em volver-se de Luz, vivenciar o novo pensamento, orientado pela consciência de ser, a todo instante, a conseqüência de si mesmo, sem preterir-se da responsabilidade que impulsiona a elevação de sua expectativa de felicidade ao domínio da sua perseverança, da sua determinação de explorar todo o seu potencial de Luz.